Aquisição da segunda Língua: Desejo dos pais ou Conflito nas crianças?

Se você que é brasileiro e pensa em matricular sua pequena criança em uma escola de língua estrangeira, deveria saber que o aprendizado de uma língua estrangeira é um processo complexo. Ao tomar essa decisão, esqueça a questão do status no quadro do imaginário social que essa língua, supostamente, lhe proporcionará e, pense na criança real que está à sua frente, levando em conta, também, os desejos dela.
A criança não pode se esquivar ou subtrair-se às falas do seu ambiente. Ao aprender uma nova língua, o indivíduo já traz consigo uma longa história com sua língua primeira uma vez que, muito antes de poder articular o mínimo som, a criança já se encontra imersa dentro de um universo de palavras e, mesmo não podendo reproduzi-las e, sequer, reproduzir outras palavras a partir delas, essas palavras não são, para ela, menos dotadas de significação.
Assim, muito antes de poder falar, a criança é falada vivamente pelo seu entorno.
Ao cuidar de uma criança, as pessoas traduzem, em palavras, seus sentimentos em relação a ela. Fazem uso das palavras para interpretarem o que pensam que a criança está sentindo ou necessitando, nomeando as sensações, os afetos e os objetos do mundo.
Portanto, aprender a falar, para uma criança, é encontrar algo para ser dito em uma linguagem tecida a partir do desejo do Outro, enquanto, ela própria, é modelada a partir desse desejo.
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